Depois de muitas piadas, apoio moral, verdades cruas, mentiras sinceras e conselhos amorosos estou de volta para tentar de novo o que tentei primeiro:
Arroz branco.
Parece piada? É piada mesmo. Minha maior falha, agora em uma tentativa de correção. O que era para ser simples foi minha maior dificuldade. É sempre assim, as coisas aparentemente mais simples são de fato as mais difíceis, partindo do ponto que o simples deve ser bem feito, e bem feito de fato, nisso não cabe o mais ou menos bem feito, porque é simples.
A essência do simples, essa minha busca nesta segunda tentativa da primeira tentativa.
Meus queridos amigos, farei uma confissão inédita nesta coluna e absolutamente particular:
Sei que tenho dificuldades, alguns receios e até pequenas inseguranças, pequenas hoje se compararmos com a cozinheira inexperiente que começou inclusive com a primeira tentativa deste post.
Loucura, peculiaridade, normalidade ou apenas falta de experiência, o fato é:
Se não estou bem ou ao menos tranqüila, não consigo cozinhar de maneira nenhuma.
Isso me preocupa, como cozinharei nesta vida com freqüência se só consigo realizar tal tarefa quando estou bem? E quando não estiver bem? Passo fome? As pessoas que dependerem de mim passarão fome? O que seria da minha mamãe se ela fosse como eu? Ou melhor, o que seria de nós (tenho pai e irmãos)? Total dependentes dela…
Bem fora tudo isso, hoje estou bem e muito tranqüila, comecei refogando três dentes de alho com três colheres de óleo, tudo no fogo baixo, assim prefiro, para não queimar tudo de novo e já cometer uma falha irreversível no primeiro passo.
Depois fritei o arroz por quase 10 minutos, até ele ficar sequinho brilhante e meio transparente, e claro, super cheiroso.
Acrescentei água já quente (o dobro da quantidade do arroz), sal e quando o arroz começou a cozinhar diminui o fogo e só desliguei e considerei o arroz pronto quando este estava sequinho, com a textura de minha preferência e sem água no fundo. Não é pra mexer no arroz de jeito nenhum, verifica-se se ele esta seco com um garfo e com o maior cuidado fazendo um buraquinho no fundo.

Estou sendo incisava nesta questão de não mexer o arroz enquanto este cozinha, pois foi minha segunda falha irreversível já no segundo passo da minha primeira tentativa.
Pronto, em 20 minutos este já estava pronto, e eu com uma sensação estranha de que ainda não peguei o que é simples.
É gente, fazer eu fiz, ficou bem melhor, mas acho que ainda não sei fazer.
Como pode isso? Não sei. Ele tá bom, branquinho, mas acho que ainda falta algo para que eu entenda.

Bem, dizem que o simples agente trabalha a vida inteira, o mais difícil de se perceber e o essencial para se viver.
Minha vida esta em processo de arroz branco.
Agora entendi.
Ps.: Lembra como ficou a primeira tentativa? Não? Olha aqui!


